sexta-feira, 29 de agosto de 2014

amo o centro 
e sua diversidade
prédios novos, antigos
pessoas do curitiba três ao marista
becos, mendigos e polícia
vendedores de frutas, churros e espetinho
chips da tim, oi, vivo
ruas cheias, ônibus cheios
fachadas, letreiros, panfletos
compra-se ouro, amolam-se alicates
mil e uma lojinhas de um e noventa e nove
conversas fiadas em botecos fuleiros
uma desordem total, que nem a vida mesmo
e depois das vinte horas
só o vento passeando sozinho
pelas ruas e avenidas
da até dó, eu até ficaria 
pra fazer companhia pro vento
mas eu não moro no centro
o centro é que mora em mim.

Um comentário:

  1. A verdadeira essência de poeta,observar tudo a sua volta com um olhar tão peculiar.

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